O Clube Santo

As origens do Clube Santo

Inegavelmente, as origens do Clube Santo remontam ao acordo de um grupo de alunos que se reuniam para orações, leituras, visitas e estudos, no contexto da Universidade de Oxford, a partir de 1729. Mas como vimos acima, isso começou inicialmente na diligência que conduziu Charles para o pensamento sério, conjugada com a intenção de reunir-se comunitariamente com dois ou três companheiros para viverem a vida cristã de forma autêntica e comprometida.

John Wesley lembra pontualmente as origens do Clube Santo: “Em novembro de 1729, data que em fui residir em Oxford, meu irmão, outros dois jovens cavalheiros e eu fizemos um acordo de nos reunirmos três ou quatro vezes por semana. Nos domingos à noite, líamos sobre teologia, e nas outras noites, os clássicos gregos e latinos” [Cf. J. Wesley, Obras de Wesley, Tomo V].

O grupo, além dessas reuniões, visitava freqüentemente os presos de Castillo. Não demoraram a perceber outras necessidades ao redor e passaram assim a visitar pessoas enfermas e a comungar com a maior freqüência possível. Diante da necessidade de três famílias pobres, o grupo passou a prestar-lhes auxílio, conforme a possibilidade de cada um [Cf. J. Wesley, Obras de Wesley, Tomo V].

É crível que dificilmente o metodismo chegaria a ser o que é, reconhecido historicamente, sem a contribuição de Charles Wesley. A semente de um movimento de renovação espiritual estava lançada e era cultivada com a integridade de vida de alguns jovens piedosos que conheceram desde cedo a experiência da evangelização, sem dividir o conteúdo e a vivência do Evangelho, unindo as ênfases “trabalho social” e “evangelismo pessoal” [Cf. Gonzalo Baèz Camargo, Gênio e espírito do metodismo wesleyano].

A modo de conclusão, é oportuno lembrar que as experiências desses jovens universitários, ainda que pujantes e comprometidas com a essência do Evangelho, não caracterizavam ainda a existência dos primeiros metodistas, ou pelo menos não expressavam a idéia do movimento metodista, como o termo requer. Para Gonzalo Baèz Camargo, “os primeiros metodistas não foram realmente, como dissemos antes, aqueles jovens estritos e formais do Clube dos Santos [Clube Santo] de Oxford, que buscavam sua salvação em uma piedade legalista e ascética. Os primeiros metodistas foram aqueles rudes mineiros de Cornwalis, aquelas mulheres resgatadas da sarjeta, aqueles limpadores de chaminés de Londres, todas aquelas gentes desprezadas pela sociedade para quem o Evangelho foi em verdade ‘Boas Novas’: as boas novas de que a graça de Deus em Cristo, universal e infinita, era também para eles” [Gonzalo Baèz Camargo, Gênio e espírito do metodismo wesleyano].

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