Ver para crer

Dentre as aparições de Jesus após sua vitoriosa ressurreição, talvez a mais conhecida e comentada por boa parte dos cristãos é quando da ausência de Tomé e sua famosa frase: “Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei”. (Jo 20.25)

Na formação cristã de muitos, Tomé ficou estigmatizado como “o discípulo incrédulo”. Na década de 80, uma famosa marca de sabão em pó, veinculou uma propaganda onde era feito o “teste de São Tomé”, onde a consumidora “queria ver para crer”.

O Evangelho de João é que nos oferece a maioria das informações que temos a respeito desse discípulo. Se observarmos bem, veremos que temos sobre Tomé mais informações do que da maioria dos discípulos de Jesus.

Vejamos a opinião do Dr. McBirnie sobre as características pessoais de Tomé: "As escassas referências bíblicas que o destacam dentre os Doze parecem indicar um homem questionador e incrédulo.(...) Tomé possuía uma natureza que continha em si mesma certos ele­mentos conflitantes e excessivamente difíceis de serem conciliados: uma peculiar vivacidade de espírito e, concomitantemente, uma inclinação natural que o fazia, com frequência, enxergar a vida sob uma perspectiva de frieza e desa­lento. Ainda assim, Tomé era um homem de coragem indomável e de traços marcantemente altruístas." (Citado no Livro DOZE HOMENS E UMA MISSÃO – Autor Dr. Aramis C. de Barros).

Tomé cresceu, aprendeu, foi transformado pelo Senhor Jesus e cheio do Espírito Santo, cumpriu cabalmente o seu ministério. Tomé fez incursões missionárias na Babilônia, Pérsia, Média, à misteriosa Etiópia Asiática, China e, principalmente, à exótica Índia.

Será que devemos continuar chamando Tomé de discípulo incrédulo? Ou seria ele um grande exemplo de transformação a partir do toque de Jesus?