Campanha do Dízimo

O dízimo ainda é uma questão muito mal compreendida pelo povo brasileiro. No entanto, a maioria dos cidadãos vê com naturalidade o pagamento de royalties, direitos autorais e concessões de patentes a proprietários e criadores de determinados produtos, (os custos de royalties e patentes já vêm embutidos na maioria dos preços). Portanto, se consideramos normal pagar tais valores a inventores de produtos e de tecnologia, por que seria anormal pagarmos uma cota, chamada dízimo, ao Criador de todas as coisas?... Observe que Deus criou (inventou) os músculos que usamos para produzir e ganhar dinheiro; criou também o cérebro que usamos para planejar como produzir e como nos sustentar. Deus também criou o peixe, o frango, a vaca, o feijão e muitas outras coisas que fazemos uso diário para alimentar a nós mesmos e à nossa família. Logo, nada mais justo que separemos uma cota de tudo o que ganhamos e a ofereçamos ao Deus Criador, como reconhecimento de “direitos autorais” e agradecimento pessoal.

Acredito que a maioria dos brasileiros concorda com isso. O grande problema, nessa questão, é como fazer para que essa cota denominada dízimo chegue até Deus.

Para entender esse processo precisamos estudar cuidadosamente as orientações contidas na Bíblia Sagrada. É lógico que não temos meios de enviar dinheiro para o Céu e nem teria finalidade por lá. Mas Deus quer fazer muitas coisas aqui na Terra e precisa de representantes e de dinheiro para executar tais tarefas. Eu e você, quando separamos os dízimos, estamos autorizados a administrá-los como legítimos representantes de Deus. A única coisa que não podemos esquecer é que devemos agir em nome de Deus na hora de fazer qualquer uso desse dinheiro.

Uma das orientações de Deus, relatadas no Velho Testamento, é para presentearmos a nós mesmos e a nossa família com uma parte do dízimo. Podemos dar a nós e à nossa família aquilo que desejamos mas sempre lembrando que foi um presente de Deus. Devemos, também, usar parte desse dinheiro para ajudar os necessitados tal como Deus o faria se estivesse em nosso lugar. As igrejas que se empenham no ensino bíblico (cultuando e ensinando as orientações e os mandamentos de Deus), devem ser sustentadas e mantidas com uma parte desse dinheiro que, uma vez separado como dízimo (consagrado e dedicado a Deus), mesmo continuando em nossas mãos pertencem a ELE.

A fração exata, que você vai usar para isso ou para aquilo, depende de você e das necessidades do momento. Lembre-se que Deus não estipulou o dízimo para que fosse um fardo na vida de ninguém. A idéia era transformá-lo numa benção para todos e num instrumento de sustento para os que cuidam da casa do SENHOR. Logo, uma parte do dízimo deve ser realmente doada aos responsáveis por Igrejas, a outra parte deve ser administrada por você mesmo conforme o seu coração determinar, mas lembrando-se sempre que é uma dádiva de Deus.

 

 

Valvim M Dutra
Autor do Livro Acorda Brasil

 

Leia a PASTORAL SOBRE O DÍZIMO

 

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